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sábado, 25 de setembro de 2010

Revendo Capitu, das mais perfeitas minisseries... e o melhor dos processos de imersao!

"A vida eh uma opera" e Machado...

"Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto alguma exageração; mas é bom ser enfático, uma ou outra vez, para compensar este escrúpulo de exatidão que me aflige. Entretanto, se eu me ativer só à lembrança da sensação, não fico longe da verdade; aos quinze anos, tudo é infinito."

Capítulo L

"A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outrossim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."

Capítulo LVI
 
;)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Finalizo e fim.

E o engraçado é que não consigo classificá-lo como grande amor perdido. Perco um amigo. Mas a dor é de amor. Perco os dias, as risadas e a raiva. Perco momentos de companheirismo.

Me sinto insegura como se estivesse sendo enviada a uma nova expedição. Nada menos que à lua. Ou nem tanto.

Perco um ente. E passo a temer que a vida nos forneça apenas uns poucos destes. Que não o tenha visto em seu inteiro valor. Mas sao mesmo sempre assim os enterros familiares.

Perco-o como meus dias, minhas ligações. Perco suas visitas vindas por nada. Perco meu refugio nos momentos de não pertença.

E vanglorie-se porque eu não me acho nesse momento aqui sozinha sem voce. É quando insisto no tempo como solução. Mesmo quando só o que consigo é recontar o seu tempo de entrega a mim.

Perco taanto. E a dor é do tamanho do tanto que perco.

Digo a mim mesma que a dor é apenas imensa no agora. E que amanha já não será mais. É no que passo a acreditar e pelo que espero. Porque odiaria ter feito a escolha errada.

Sinto por perder os seus olhos. Os mais bonitos em sua verdidão, ou verdidura, certamente que já olharam por mim. Enquanto o meu, o esquerdo, me questiona onde estou com a cabeça.

Talvez na expedição. Insegura decerto. Mas não é pouco alcançar a lua. Agora ao longe só o que percebo é caminho, mas uma vez lá todo o trajeto se justifica.

Perco a tranquilidade e a calma. Mas só por ora.

Bom, não me encha porque ainda por ora é no que resolvi acreditar.

E repito o não para dizer que não estou indo embora porque me mostrou alianças. E nem pela parede. Nem também pelo muro. Tão encurralada como indecisa.

Vou porque vou.

Assim, simplesmente.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não adianta me compelir ao jogo. Não adianta que não jogo com ninguém.

E não queira concorrer com minha vida. Ela é meu foco. O meu maior desafio.

Não queira que sobre tempo. Porque ele não me resta. E nunca me basta.

Lamento que diga sem querer que entendam. E que seu olhar não seja concórdia.

Que seu vazio seja preenchido com qualquer coisa que não amor.

Algo de mim: detesto usar de artimanhas para me defender. Simplesmente passo a não gostar. Sem também desgostar.

Então saiba que o que digo é pouco. Talvez por medo das palavras, as que chegam a ser ditas, obviamente. Talvez por conhecê-las e já tê-las tantas vezes sentido como ferro quente em mim.

E talvez por isso também hoje nem mais as ouça. Não a qualquer delas, sem que venham certeiras, de emissor devida e efemeramente credenciado.

Perceba, não vale a pena tentar. Conforme dito, não me resta tempo para nada além de mim. E me refiro a todas as letras, cores e sons que compoem os meus melhores (ou piores!) dias.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Hoje mais café que chocolate. Amor e entrega. Tantos bichinhos quanto possível. Mais romance que dias de solidão. Saudosa solidão. Mais livros que qualquer outra coisa.


Menos tempo para os amigos do que eu gostaria. Acho que um pouquinho mais de fé.


... Mas sem delongas, porque amanha tudo sempre muda. Graças a Deus.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

... Quem não deve explicações à sociedade nunca deve nada a ninguém. Nem quando na felicidade, nem nos momentos de dor. Porque o peso do sofrimento é social. Algo mais ou menos como não querer que a sociedade nos veja em uma vida onde o casamento e a saúde não são sempre suficientes. Não perceber que a realidade da vida segue rumo contrário aos padrões sugeridos (e pela maioria das pessoas aceitos) de novelas Maneco. Mas mencionar Manoel Carlos também já virou lugar comum. Estar alheio a imposições da sociedade no sentido de viver erguido e com dignidade, tendo a consciência de que sua única obrigação por aqui é com a seqüência que você dá ao seu próprio caminho. Porque uma vez nele é dispensável a imensa força que a maioria faz para encontrar ilusórias felicidades. Suspendidas serão as buscas. E longe de uma janela do google estará ela, um salve à paz interior!


....pior é saber que para tantos o que aqui digo foge inteiramente ao entendimento.

sábado, 28 de agosto de 2010

E passo a agradecer ao caminhão carregado de areia que, transitando lentamente, obstrui a estrada na minha frente, quando antes, ainda há menos de um minuto, eu provavelmente o xingava em meio a pensamentos tumultuados. O caminhão me deu o que eu mais precisava nesse momento! Ele me deu tempo! E me senti uma tola por me incomodar com os obstáculos do caminho, quando eles são senão artimanhas das quais o tempo se vale para nos fazer perceber certas coisas. E naquele momento eu percebi nada além da estrada manchada com as sombras das folhas das arvores, que se projetavam, abaixo do sol e a minha frente. E a beleza da mesmo que tão simples fotografia me faz meditar. Rua pela qual passo cerca de cinco a seis vezes por dia, situada dentro da minha cidade e, portanto, do meu cotidiano. Porque a mania de valorizar o cotidiano de outros lugares e as belezas externas? E respondi minha própria pergunta prontamente: porque achamos incrível ver algo pela primeira vez. Mas hoje, em minha própria rotina, eu consegui ver esse tal algo pela primeira vez e foi do mesmo jeito fantástico! Nem parecia o que sempre foi! Mas porque será que não faço isso mais vezes? E mais uma vez tirei 10. Porque obviamente estou sempre sem tempo e sem a empatia necessária. Nada mais. Empatia.... então a informação para significar quando realizada uma comunicação precisa de..... e de diálogo e resiliência e retroação.... oooooo gente! Esse caminhão espirrando areia na minha frente e minha prova já acontecendo. Pronto, agora o ônibus. Que ele ta fazendo parado ali? Meu Deus.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

!

Sobretudo fantastico perceber que se pode por inumeras vezes nadar contra a corrente e ainda assim na direcao certa.

!!!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

...


Acordei para o dia e mais uma vez a luz apagada fez arder taanto meu olho esquerdo que achei melhor me manter longe dos sonhos.




!

Algo mais que a sociabilizacao...

Jovens não gostam de ler em papel? Errado: jovens gostam do Facebook mas o Facebook só funciona na web. Antes das "redes sociais" os jovens adoravam os cartões da Hallmark & congêneres, serviam para dizer qualquer coisa. Jornais e revistas nunca pensaram em substituir-se a estes postais. Agora, se jornais e revistas forem suficientemente atraentes e capazes de estimular e distribuir o inigualável prazer de ler, os jovens recorrerão a eles enquanto clicam o Facebook para atender necessidades menos vitais.


Alberto Dimes

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=581IMQ001


.... porque nada como criar seu hipertexto pessoal, liberdade sem fim.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aquem do sono.

Particípio. Nada quer ser dito. E de repente tudo já foi mesmo concluído. Mas como isso? Algo sempre precisa acontecer.

Acho que estou é doente de palavras.

Por ora já nem fumo mais e também não sou do tipo que dorme assim tão fácil. Há dias.

É que tudo está em seu devido momento e naturalmente fora do lugar.

'Mas ainda assim a hora está certa?' Ah, nao me venha com duvidas paralisantes.

Em conformidade com as palavras, ela sempre está.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quase como aprender é um dia entender.

Aqui de volta, e depois de tanto tempo nessa morada, entendo que as coisas nunca são como deveriam ser porque no mínimo quando são passamos a não quere-las mais.

Entendo que a vida perfeita é sempre a minha, pois é por ela que zelo com peculiar instinto de sobrevivência 24h por dia. E que não é pecado me permitir não querer sobreviver tanto assim, ao menos por uns instantes.

Que não há porque mudar algo que agrade ao seu próprio espírito, mesmo que isso seja a instrospeccao, a vida mais simples ou uma que seja sempre tão estranha aos olhos alheios.

Entendo que pode se amar de verdade mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas que quando isso acontece a melhor opção é ficar sozinha porque magoar a quem se ama ou mesmo quem nos ama só por conta dele mesmo é decapitar um pouquinho de uma alma provavelmente ainda sonhadora.

Entendo agora que o coração da gente é regenerativo, que mesmo quando deixado esfarelado aos mil pedaços, ele renasce. Aos poucos e bem grande outra vez. Não obstante sei agora que ele também tem memória genética e aquele algoz de outrora eternamente será lembrado. Mas que como tudo na vida isso também é adaptável.

e

... Que se ama a distancia. E passo a ser mestre em como conseguir enviar abraços e beijos espirituais. Entendo que pode ser maravilhoso fazer isso e mais ainda é amar a pureza das coisas, dos sentimentos, sensações e pessoas.

Entendo que pode ser incrível ser eu mesma e não querer nunca mais me abandonar, como tantas vezes largada ao pe da cama ou no carro sem destino.

Que uma vez seguido o coração nunca se deixa de faze-lo, não racionalmente, porque seria uma falta de amor próprio imensurável.

Que os dias nublados são os melhores para ver o sol, que volta mesmo em trocentos milésimos de existência.

Entendo que existe algo tão grande na vida que a visão de um dia ruim lá fora só pode ser tendência a esquizofrenia. E que todos realmente a temos.

Que alguns remédios não curam e só retardam o que virá a ser amanha saudável e salutar.

Que em dias de ego elevado a melhor coisa é olhar para o outro que sofre. Aliás, que sempre é melhor olhar para o outro que sofre. Porque no finalzinho seus próprios olhos se voltam com gratidão ao si de dentro. Deus.

Entendo que não há nada que deva ou não ser, estamos longe de saber o que é inerente ou não a vida.

E que não devemos fantasiar tanto a vida do outro em detrimento de nossa própria, palhaço somos nos nessas ocasiões.

Entendi bem cedo que eu não sou perfeita e um pouco mais tarde que tudo o que agrada aos meus olhos materiais é ilusão.

Que se pode perder os movimentos do corpo e não se perder em devaneios da mente.

E pode-se subitamente, drástica e tristemente, parar de enxergar. A realidade das coisas que fazem sentido e a verdade que nos traz a cada momento de sanidade à vida.

domingo, 27 de junho de 2010

Perfil II

Digo que é perda de tempo tentar me analisar, descobrir quem sou pelo que digo ou pela forma como me visto ou por isso ou aquilo... Nem minhas experiências falam muito por mim... Sou o que sou. Nada simples mente, nem muito completa mente. Olhe para o céu e tente mensurar o que você sabe sobre ele.... Pouco ou bem pouco seria a resposta! Mas... céu...? “Que pretensão a dela se ver no céu ou um céu”, os mais devotos diriam. Imagine-se, então, lá alto no você e olhe pra baixo. Algo certamente lhe parecerá um ponto. Pronto, esse pode ser eu. Não ligo de estar abaixo de você, nem ligo de ser um ponto apenas! Fato é que esse ponto pode ser qualquer coisa. Qualificado como um ponto, mas ainda assim um desconhecido...


Melhor, portanto, não se focar em mim, nem em qualquer outra pessoa... Se “desfocar” traz paz, silencia a alma e fortalece o coração, eu sempre digo. Vai mesmo insistir e fazer de mim o pior dos seres? Prossiga então... Tudo que não sou é para mim também um imenso desconhecido... Por isso não costumo esperar muito das pessoas, embora ame ser surpreendida...!


Bom, como dizem: por fora uma imagem minha, por dentro um conceito que é somente, simplesmente e completamente seu... Conceito que depende mesmo só de você, acredito. Porque.. já notou que pra alguns tudo é escuro e pra outros tudo que se vê é luz? Concordo com os que dizem que isso se deve à expressão do interior... Usada em campanha publicitária do Guaraná Kuat, a frase “você muda, tudo muda” cai muito bem aqui...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

É Prata!!!


Percebi que sempre há algo de imperfeito na felicidade. Decidi então pensar que a felicidade está nas coisas imperfeitas. O imperfeito causa aceitação posto que há sempre algo peculiar no diferente. Sobretudo quando são imutáveis. Faz com que se busque o amor pelo que há além das coisas belas e convencionalmente normais. Eu por exemplo a amo pelo seu jeito de virar a cabecinha para trás, atenta, procurando a origem dos sons. Amo a forma com não enxerga e ainda assim abana o rabinho quase o dia inteiro. Não gosto muito do fato dela rodar sem parar porque acho que isso deve de alguma forma incomoda-la, mas é só por isso que ligo. Ela não me vê, mas sente o maior dos amores que é o que um cão é capaz de sentir. Estamos juntas e isso não é mais temporário. Espero realmente que não seja. Porque ela com suas inúmeras batalhas pela vida, ganhou também nossos corações. Adoro quando mexe toda ao me sentir perto, dizendo na mais estridente das linguagens caninas que é feliz por ainda estar por aqui. Por conseguir sentir meu cheiro e ouvir minha voz. Parabéns, pequena! Sua passagenzinha por aqui está sendo muuito bonita. Aprendo com você a procurar viver bem da forma como sou. Especialíssima, não é ouro, mas é a Pratinha!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Perfil I

Como já dito por muitos, “sou bem mais que um perfil de orkut, facebook e blah ”, com bem mais defeitos também que os perceptíveis em tão pequeno espaço de mim, que vão além de máscaras e ultrapassam a paciência de muitos... Sou também mais alma e coração. Há mais graça que as registradas nas fotos do meu extenso álbum. Características que me fazem hora ou outra do tipo que faz de conta só pra não ter que pensar tanto assim... E também sobremaneira feita de fé, porque sou um centro e é só quando nele que eu sou...


(Pausa)

Pensei um pouco e..... acho que não sou má não, só não me dou muito com bonzinhos. Nada contra e sem julgamentos, questão de afinidade. Talvez porque eu também seja fera, bicho... adaptando: menos anjo e mais mulher. 'Sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina.’ Sendo minha e não de quem quiser. Talvez tenha necessidade de ser não raras vezes instinto. Fazer o quê? A vida exige e eu respondo sobrevivendo. Reles provas de resistência, eu as denomino, porém às vezes é mentira...

... Porque talvez eu seja mais verdade do que feita de verdades e meio que fujo de conveniências o que, me corrijam se estiver errada, não chega a fazer de mim uma inconveniente... Acredito nisso porque não costumo invadir espaços, sei exatamente onde estou na vida de cada um e quase nunca erro quanto a isso... Quando na incerteza, peço imediatamente para sair. “Um defeito”, muitos dizem.“Auto-proteção”, eu assino.

Certa vez minha amiga-irmã-(bem) mais nova, a Thel, disse algo simples, porem grande: quem é de verdade capta bem quem é de mentira. Como captar pra mim sequer passa perto de capturar, prefiro essa gente “de mentira” livre de mim, longe daqui... Entende? Nada pessoal, mas foquemos nossa própria luz, pois certo mesmo é que cada um é um universo. APSS, de universo cor-de-rosa? Acho que não mais... Mas (!), taí o melhor de mim... e em perfil!

Pos-moderna

E quem dirá que não ha romance no verão? Sua baixa auto-estima pede por um romance, para que o alguém projetado de si mesma lhe guie. Para que passe a existir e tente se preencher. Para que ela fique um pouco que seja aceitável ao padrão de beleza global. Suspenderá a alimentação e se entupirá de bolinhas cardio-estimulantes. No vazio das coisas considerando coisas si mesma, portanto, ela emagrecerá.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Contra a corrente

E eu fico com a arte. Poesia em coração. Uma alma nunca se arranca. Os versos que vejo não viram palavras de ordem em mundo de transição. Não troco a vida crua pelo nudismo social, pelas vestes de luxo e olhos desabilitados. Inadequação habitacional. Eu fujo correndo, tropeço e me encontro na arte. Faço parte. E encontro minha parte que andava deslocada por aí.


Realizar longe dos conceitos é realização pessoal. Convenciono que os versos ficam. Verso as palavras de ordem, normais, medianas, ditadas pelo formalismo midiatico-social.

Mesmo assim ouço, e ainda vejo, mas continuo me encontrando na arte, fazendo pela minha melhor parte, a contra- corrente do grito, meu grito de guerra pelos finais menos felizes, mas confinadamente reais. Não ouvem. Paralisia cérebro ficção representacional. Quão fácil é se tornar banal tendendo ao vácuo. Se ainda transbordassem, cansassem. Novidades travam uma luta desigual. Já não ando enxergando muito bem, mas ainda só o que vejo é arte. E o difícil continua ser fazer parte.

Palavra do dia

Nem tudo pode esperar. Se eu perder as palavras do dia amanha já serão outras.

Mas se as palavras passam será que tudo também não passa? Às vezes prefiro esperar. As novas certamente virão. Esperando entretanto não se tem registros.. e como deixar passar momentos de palavras tão especiais? Tão substanciais. Elas fluem hoje como fluirão amanhã. Bons ou maus, acontecimentos não geram palavras vãs. É porque tem peso. E se tem peso valem uma pena. Com peso ou com pena, porque não dizê-las?

Num caderno sem linhas

Na minha vida desalinhada sigo agora fazendo teste vocacional no auge dessa minha grande idade. Relógio sempre atrasado esse meu. Desincronizado a minha mente, que me leva, sem tempo, longe dos espaços socialmente criados. Dessocial, atípica e informal. Aonde isso tudo vai me levar? Uma coisa, entretanto, nisso tudo é boa. Minhas paginas, libertas de paradigmas, estão sempre em branco. Potencialmente brancas. Potencialmente elevadas.

Por ora me levam à felicidade, quando pensamentos, coisas e emoções saem se fazendo letras. Por hora fuga e libertação. Sigo livre pelos campos brancos de uma pagina ou campos áureos de uma pagina em branco. Na duvida corro por aqui e ali. Passeios verdes. Faço turismo, ecoturismo!, já que os campos aqui são coloridos. Minha mais recente novidade porque até então me achava tão preto no branco.

Ele me ama que eu sei.

Sintonize-se comigo. Posso ser sua voz e sua melhor expressão. Uma vez aqui, dificilmente se irá. E ele se foi! Às duas semanas do primeiro tempo. Ao que meu amor próprio respondeu me convencendo: não, ele volta. Obviamente eu mesma criei isso, com meu jeito inerente de assustar grandes amores, assim só por ingratidão.
Dias em branco.
E sequências de diálogos de um só coração com uma mente fundamentalmente perspicaz.
Como era racional aquele mocinho.... (continua)

Avante (e me avance)

E cada palavra dos meus minutos tem virado texto. Cada frase um pique pega de conexões com as mais escondidas partes do meu eu. Acho engraçado falar em meu eu. Seguido de meus diversos eus. Se ao menos dominasse um que fosse. Não haveria tantas histórias em vão. Pior ainda é perceber que são as mesmas histórias que compõem minha pasta nos meus documentos nomeada por “dias”. Que já segue sem rumo e para muitos tão bestializados. Sem prumo. Sem rédeas e a margem do chão.

Vida alta então? Não arriscaria falar bem dela. Vida minha. A margem do chão apenas porque nos limites da minha própria mente, sem muito o peso do corpo. E não minto, disfarçando para me adequar ao normal e socialmente aceito, que ela traça sua trajetória meio que longe do que meus olhos materiais enxergam daqui. Escrevo sobre mim. Um mim que deve ter um monte de mins, desconhecidos mins, que pairam mesmo sem parâmetros na normalidade.
Acho mais engraçado ainda quando tentam me analisar. Como eu queria ter o dom de deixar inserir tais opiniões alheias ao meu ser e fazer delas parte das respostas ao meu existencialismo questionador. Mas nem tenho crises existenciais. Não sobra espaço em meu característico e sempre mencionado instinto de sobrevivência. Sem tempo para análises nem da minha, muito menos da vida dos outros. Como poderia, então, baixar a guarda do meu corriqueiro estrategismo existencial de vida para deixar conceitos alheios invadirem o espaco publico do meu infinito particular? O EP do meu IP?

Mocinho, isso aqui (eu) existe deesde...bom, desde muito tempo. E o EP do meu IP me protege desde sempre. Da mesma forma que uma criança entende tão bem, ao se guiar pelas primarias sensações de bem ou não querer, tais como cachorros que sentem quem pode ou não lhes fazer mal, mantenho-me em alerta justamente a pessoas nocivas como você.
... Mas, entretanto, todavia... seria mesmo bem legalzinho se você se aventurasse... E afirmasse que sabe o que faz e que vem em missão. Que faz parte não sabe como e nem desde quando desse atrapalhado eu, desabilitado e inadequado sem voce. Que entrará não importa como, me declamando um Camoes pra la de inspirado, que sua vida não pode se passar longe dali. Meu, seu, local sagrado de amor. Quem há de ser forte o bastante para não se render ao santo local de origem, considerando origem o silencio, cessação de pensamentos, o zero da minha escala de complicação? As melhores sensacoes sao sempre simples, posto que sensacoes. Amor puro e seguro de estar longe de todas as outras coisas de dias sem sentido. Me invada. Sem duvida e medo do que vai encontrar, que eu digo que me rendo. Mocinho, ainda cheia de mim, protegida e atrevida, vou sempre afirmar que nem continuo esperando por você. Mas chegue. Quero barulho, embora saiba que você dentro de mim é silencio.

...E se não valer de nada, ou melhor, se não quiser se valer de momentos por aqui, junto a mim, terá ainda assim valido meus melhores cliches. Vivo por eles ainda mais quando morro por você.

(em oração)

Certa vez me questionei se a oração não era tão somente amor. Porque ao sentir amor a minha oração veio limpa, de gratidão. E o pedido para nos proteger e nos guiar, para que sejamos felizes surgiu naturalmente, seguida da vontade de constantemente poder agradecer assim. Não sei, mas desconfio que tenha surgido naquele momento uma atmosfera de fluxo intenso de bem querer e, portanto, boas projeções para o futuro. Decidi e uma vez decidido realmente vi que amar era minha oração. Vem cá, gatinhazinha peluda, vai embora não! O verbo amar finalmente fazendo transição... Tsc. Se foi. E decidi tambem que racionalizar o amor e as tais boas energias faz estragar tudo.

Amor e o Platao - Generos masculinos.

Eu sei o quão cruel pode ser um amor platônico. Definitivamente sei. E isso no auge dessa minha idade imeensa, depois de tantos anos, novamente conhecedora do assunto. Decapitante. Há coisa pior do que ter a mesmo que ilusória certeza de que sua felicidade está encarnada em alguém? Que ela, a pueril felicidade, se manifesta em apenas uns poucos momentos ao lado dessa pessoa, pueril, mas intensa e certeira? Não podendo, entretanto, ser vivida, sentida, devorada, pelo teimoso fato da pessoa insistir em não querer nem educadamente se fazer materializada em sua frente? É mesmo cruel. Sobretudo cruel porque sabemos no fundo que bastasse uns poucos momentos de realidade a dois, de vida a dois, para que a paixão, com todos seus coraçõezinhos flutuantes, estabacasse no chão ao perceber que o ser amado não é nem de longe a última Brahminha do freezer. E que mesmo se ele fosse, eu particularmente prefiro Skol. Mas tem gente que insiste em virar mito! Deixemos de lado, então, a sociabilidade da cerveja e evoquemos Bacco... façamos uma noite que seja. Mas... ele não me convida e portanto eu não posso aceitar. Abaixo o amor platônico! Valei-me de sua presença, humano real! Uma noite seria suficiente pra me desencantar! ... e o pior eh que parece que ele sabe disso....

Copa 2010. Mais um dia de jogo.

Juro que não ia dizer nada ate vê-la em amarelo ovo rajado de verde, tudo compondo um... blazer! Deus, sou certamente uma ser humano pior agora, afinal a trajante não é uma pessoa de todo mal, muitíssimo pelo contrario. Mas.... pra que tanto, céus?? O lap aqui na minha frente e minha pagina ainda pouco rabiscada.... não resisti e não pude deixar de dizer que acho tudo, tudo, absolutamente uma breguice imensa. Em meio a uma repartição inteira de uma verdidão que não me amadurece os olhos, nesse carnaval bicolor, o blazer definitivamente se destacou. O extremo do mau gosto. Brasileiros, porque não se limitar a bandeirinhas esvoaçantes, em zigue zague, ou em forma de “ola” que seja. Mas não... todo mundo resolveu vestir verde. Resolveu cornetar o ouvido uns dos outros e mais ainda os meus.
Não tinha lembrado que por aqui tudo vira circo. Meu defeito e, noutros casos, refinada qualidade é a memória seletiva. Mas devia ter me preparado, voltado meus olhos para a mídia um minuto que fosse dos últimos dias para que pudesse interpretar o que realmente significaria a chegada da Copa. No entanto nao me preparei e agora parece que estou noutro mundo quando escuto de uma senhora respeitável e colega funcionaria que passa pelo corredor, num agudo indomável, que “esta quase na hora”. Hora de que?? Não é minha hora, meu relógio não anda e sequer se sintonizará com esses jogos do Brasil. Na verdade, quisera eu ele pudesse ser parado ou adiantado em FF. Passar o dia em tecla FF, isenta de qualquer sonoridade. Justa utopia seguida da real contagem regressiva para as cornetadas verde amarelas. Pergunta alias que não me deixa, que absorve meus sentidos nesse exato instante. Por que taantas cornetas e apitos? O que muda com essa barulheira toda alem do meu humor? Nunca vi rito tão difuso. Cada vez mais acho que todos os espetáculos atuais são circenses.Agitação em toda parte. O transito caótico nos instantes que antecedem o jogo. Pessoas sorrindo, gritando, com chapéus de bobo da corte verde amarelos e... o pior adereço... o rai do apito na boca. Será que o mencionado chapeuzinho por si só já não explica tudo? (e nao é suficiente?)

O porque da minha revolta sobre tamanha superexploração do tema é justamente esse, o fato de me sentir uma boba (da corte!) ao pensar em me envolver tanto com esse instante de alienação, onde tudo está bem..e quando nem o emprego parece ser tão ruim assim, afinal o patrão liberou para o jogo. Superexploração que me desgasta.. Chego ate a sentir saudade do carnaval, discreto carnaval.
Ainda assustada e focada no blazer amarelo eu ouço:
- Nossa, ela não gosta de futebol.
- Gosto. Nao, gosto sim.. Eu ate jogava quando era mais nova! Defendo-me respondendo com simpatia inerente e evidentemente forcada. - Acho apenas assim... que não precisa de tanta.... fuzarca!
- Ela não é patriota.
Grrr. Aí não! Enfureço-me de uma fúria que se manifesta ainda em um sorriso:
- Patri-o-t-a???? (Agora foram ao limite da alienação. Chamam o fato de torcer para um time imbecil e sem o Adriano de uma ação patriótica? Façam-me o favor.)
- É porque o plantão de fiscalizacao dela caiu nos dias dos jogos, gente.
Silencio.
Costumeiro sorriso sem entretanto o privilegio dos meus dentes.
Seguido de mais silencio.
Necessário entregar o mérito do acerto. Bingo.
E no máximo eu digo “bingo” (!), porque simplesmente me RECUSO a me valer em qualquer nível de expressões futebolísticas. Nunca, mas nunca mesmo, compactuaria com a moda Copa 2010 das ruas inundadas de gente do provinciano espaço público da minha cidade, “a praça pública” daqui, o Alto dos Passos. .... onde terei que estar no dia do jogo, trabalhando e sem sequer poder sociabilizar com umazinha cerveja. Nunca. Nunca afirmaria em grito confesso: “no filó!!”

... Porque se ainda nossas cores fossem de uma combinação mais harmônica.... um fundo marrom com losango branco e bola bege, sei lá... Ando gostando de coisas brancas e beges ultimamente. As estrelinhas poderiam ser douradas.

quarta-feira, 31 de março de 2010

“Pelo que tudo indica está MESMO acontecendo. Mas, se tudo indica, onde está a duvida?”. E risos de mesa de bar. Mas isso é motivo de riso? Como pode ser sinônimo de riso se a indicação é em todos os níveis tão...direcionada? Toda indicação remete a um favorecimento. Por merecimento efetivo e noutros casos por convenção. Nesse caso a convencional sou eu. E ai esta a novidade e talvez o risivel. Convencional! Como nunca ou como em poucos momentos da minha história, o que chega a me deixar de certo modo satisfeita. Interessante viver algo novo e ter um momento de vida normal, mesmo que o convencionalismo desta vez prejudique a mim e que a favorecida seja outra pessoa....mas, porem, entretanto, todavia, lembremos a frase outra de mesa recente de bar, adequada e agora devidamente apta a ser usada, “se eu não lembrar, eu realmente me esqueço!”

Bienvenue

Ando por aqui talvez porque haja o maior dos sentimentos e a conexão com o verdadeiro. Conforme dizem, se é mais essência quando pela escrita. Palavras ditas não alcançam, escritas perduram. Conexão “essência – mente – mãos”, tem sido eficaz para mim... Já que palavras quase sempre saem engasgadas e já que o tom tambem não agrada...