E eu fico com a arte. Poesia em coração. Uma alma nunca se arranca. Os versos que vejo não viram palavras de ordem em mundo de transição. Não troco a vida crua pelo nudismo social, pelas vestes de luxo e olhos desabilitados. Inadequação habitacional. Eu fujo correndo, tropeço e me encontro na arte. Faço parte. E encontro minha parte que andava deslocada por aí.
Realizar longe dos conceitos é realização pessoal. Convenciono que os versos ficam. Verso as palavras de ordem, normais, medianas, ditadas pelo formalismo midiatico-social.
Mesmo assim ouço, e ainda vejo, mas continuo me encontrando na arte, fazendo pela minha melhor parte, a contra- corrente do grito, meu grito de guerra pelos finais menos felizes, mas confinadamente reais. Não ouvem. Paralisia cérebro ficção representacional. Quão fácil é se tornar banal tendendo ao vácuo. Se ainda transbordassem, cansassem. Novidades travam uma luta desigual. Já não ando enxergando muito bem, mas ainda só o que vejo é arte. E o difícil continua ser fazer parte.
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