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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amor e o Platao - Generos masculinos.

Eu sei o quão cruel pode ser um amor platônico. Definitivamente sei. E isso no auge dessa minha idade imeensa, depois de tantos anos, novamente conhecedora do assunto. Decapitante. Há coisa pior do que ter a mesmo que ilusória certeza de que sua felicidade está encarnada em alguém? Que ela, a pueril felicidade, se manifesta em apenas uns poucos momentos ao lado dessa pessoa, pueril, mas intensa e certeira? Não podendo, entretanto, ser vivida, sentida, devorada, pelo teimoso fato da pessoa insistir em não querer nem educadamente se fazer materializada em sua frente? É mesmo cruel. Sobretudo cruel porque sabemos no fundo que bastasse uns poucos momentos de realidade a dois, de vida a dois, para que a paixão, com todos seus coraçõezinhos flutuantes, estabacasse no chão ao perceber que o ser amado não é nem de longe a última Brahminha do freezer. E que mesmo se ele fosse, eu particularmente prefiro Skol. Mas tem gente que insiste em virar mito! Deixemos de lado, então, a sociabilidade da cerveja e evoquemos Bacco... façamos uma noite que seja. Mas... ele não me convida e portanto eu não posso aceitar. Abaixo o amor platônico! Valei-me de sua presença, humano real! Uma noite seria suficiente pra me desencantar! ... e o pior eh que parece que ele sabe disso....

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