E cada palavra dos meus minutos tem virado texto. Cada frase um pique pega de conexões com as mais escondidas partes do meu eu. Acho engraçado falar em meu eu. Seguido de meus diversos eus. Se ao menos dominasse um que fosse. Não haveria tantas histórias em vão. Pior ainda é perceber que são as mesmas histórias que compõem minha pasta nos meus documentos nomeada por “dias”. Que já segue sem rumo e para muitos tão bestializados. Sem prumo. Sem rédeas e a margem do chão.
Vida alta então? Não arriscaria falar bem dela. Vida minha. A margem do chão apenas porque nos limites da minha própria mente, sem muito o peso do corpo. E não minto, disfarçando para me adequar ao normal e socialmente aceito, que ela traça sua trajetória meio que longe do que meus olhos materiais enxergam daqui. Escrevo sobre mim. Um mim que deve ter um monte de mins, desconhecidos mins, que pairam mesmo sem parâmetros na normalidade.
Acho mais engraçado ainda quando tentam me analisar. Como eu queria ter o dom de deixar inserir tais opiniões alheias ao meu ser e fazer delas parte das respostas ao meu existencialismo questionador. Mas nem tenho crises existenciais. Não sobra espaço em meu característico e sempre mencionado instinto de sobrevivência. Sem tempo para análises nem da minha, muito menos da vida dos outros. Como poderia, então, baixar a guarda do meu corriqueiro estrategismo existencial de vida para deixar conceitos alheios invadirem o espaco publico do meu infinito particular? O EP do meu IP?
Mocinho, isso aqui (eu) existe deesde...bom, desde muito tempo. E o EP do meu IP me protege desde sempre. Da mesma forma que uma criança entende tão bem, ao se guiar pelas primarias sensações de bem ou não querer, tais como cachorros que sentem quem pode ou não lhes fazer mal, mantenho-me em alerta justamente a pessoas nocivas como você.
... Mas, entretanto, todavia... seria mesmo bem legalzinho se você se aventurasse... E afirmasse que sabe o que faz e que vem em missão. Que faz parte não sabe como e nem desde quando desse atrapalhado eu, desabilitado e inadequado sem voce. Que entrará não importa como, me declamando um Camoes pra la de inspirado, que sua vida não pode se passar longe dali. Meu, seu, local sagrado de amor. Quem há de ser forte o bastante para não se render ao santo local de origem, considerando origem o silencio, cessação de pensamentos, o zero da minha escala de complicação? As melhores sensacoes sao sempre simples, posto que sensacoes. Amor puro e seguro de estar longe de todas as outras coisas de dias sem sentido. Me invada. Sem duvida e medo do que vai encontrar, que eu digo que me rendo. Mocinho, ainda cheia de mim, protegida e atrevida, vou sempre afirmar que nem continuo esperando por você. Mas chegue. Quero barulho, embora saiba que você dentro de mim é silencio.
...E se não valer de nada, ou melhor, se não quiser se valer de momentos por aqui, junto a mim, terá ainda assim valido meus melhores cliches. Vivo por eles ainda mais quando morro por você.
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