... Que se ama a distancia. E passo a ser mestre em como conseguir enviar abraços e beijos espirituais. Entendo que pode ser maravilhoso fazer isso e mais ainda é amar a pureza das coisas, dos sentimentos, sensações e pessoas.
Entendo que pode ser incrível ser eu mesma e não querer nunca mais me abandonar, como tantas vezes largada ao pe da cama ou no carro sem destino.
Que uma vez seguido o coração nunca se deixa de faze-lo, não racionalmente, porque seria uma falta de amor próprio imensurável.
Que os dias nublados são os melhores para ver o sol, que volta mesmo em trocentos milésimos de existência.
Entendo que existe algo tão grande na vida que a visão de um dia ruim lá fora só pode ser tendência a esquizofrenia. E que todos realmente a temos.
Que alguns remédios não curam e só retardam o que virá a ser amanha saudável e salutar.
Que em dias de ego elevado a melhor coisa é olhar para o outro que sofre. Aliás, que sempre é melhor olhar para o outro que sofre. Porque no finalzinho seus próprios olhos se voltam com gratidão ao si de dentro. Deus.
Entendo que não há nada que deva ou não ser, estamos longe de saber o que é inerente ou não a vida.
E que não devemos fantasiar tanto a vida do outro em detrimento de nossa própria, palhaço somos nos nessas ocasiões.
Entendi bem cedo que eu não sou perfeita e um pouco mais tarde que tudo o que agrada aos meus olhos materiais é ilusão.
Que se pode perder os movimentos do corpo e não se perder em devaneios da mente.
E pode-se subitamente, drástica e tristemente, parar de enxergar. A realidade das coisas que fazem sentido e a verdade que nos traz a cada momento de sanidade à vida.
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