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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Finalizo e fim.

E o engraçado é que não consigo classificá-lo como grande amor perdido. Perco um amigo. Mas a dor é de amor. Perco os dias, as risadas e a raiva. Perco momentos de companheirismo.

Me sinto insegura como se estivesse sendo enviada a uma nova expedição. Nada menos que à lua. Ou nem tanto.

Perco um ente. E passo a temer que a vida nos forneça apenas uns poucos destes. Que não o tenha visto em seu inteiro valor. Mas sao mesmo sempre assim os enterros familiares.

Perco-o como meus dias, minhas ligações. Perco suas visitas vindas por nada. Perco meu refugio nos momentos de não pertença.

E vanglorie-se porque eu não me acho nesse momento aqui sozinha sem voce. É quando insisto no tempo como solução. Mesmo quando só o que consigo é recontar o seu tempo de entrega a mim.

Perco taanto. E a dor é do tamanho do tanto que perco.

Digo a mim mesma que a dor é apenas imensa no agora. E que amanha já não será mais. É no que passo a acreditar e pelo que espero. Porque odiaria ter feito a escolha errada.

Sinto por perder os seus olhos. Os mais bonitos em sua verdidão, ou verdidura, certamente que já olharam por mim. Enquanto o meu, o esquerdo, me questiona onde estou com a cabeça.

Talvez na expedição. Insegura decerto. Mas não é pouco alcançar a lua. Agora ao longe só o que percebo é caminho, mas uma vez lá todo o trajeto se justifica.

Perco a tranquilidade e a calma. Mas só por ora.

Bom, não me encha porque ainda por ora é no que resolvi acreditar.

E repito o não para dizer que não estou indo embora porque me mostrou alianças. E nem pela parede. Nem também pelo muro. Tão encurralada como indecisa.

Vou porque vou.

Assim, simplesmente.

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