Digo que é perda de tempo tentar me analisar, descobrir quem sou pelo que digo ou pela forma como me visto ou por isso ou aquilo... Nem minhas experiências falam muito por mim... Sou o que sou. Nada simples mente, nem muito completa mente. Olhe para o céu e tente mensurar o que você sabe sobre ele.... Pouco ou bem pouco seria a resposta! Mas... céu...? “Que pretensão a dela se ver no céu ou um céu”, os mais devotos diriam. Imagine-se, então, lá alto no você e olhe pra baixo. Algo certamente lhe parecerá um ponto. Pronto, esse pode ser eu. Não ligo de estar abaixo de você, nem ligo de ser um ponto apenas! Fato é que esse ponto pode ser qualquer coisa. Qualificado como um ponto, mas ainda assim um desconhecido...
Melhor, portanto, não se focar em mim, nem em qualquer outra pessoa... Se “desfocar” traz paz, silencia a alma e fortalece o coração, eu sempre digo. Vai mesmo insistir e fazer de mim o pior dos seres? Prossiga então... Tudo que não sou é para mim também um imenso desconhecido... Por isso não costumo esperar muito das pessoas, embora ame ser surpreendida...!
Bom, como dizem: por fora uma imagem minha, por dentro um conceito que é somente, simplesmente e completamente seu... Conceito que depende mesmo só de você, acredito. Porque.. já notou que pra alguns tudo é escuro e pra outros tudo que se vê é luz? Concordo com os que dizem que isso se deve à expressão do interior... Usada em campanha publicitária do Guaraná Kuat, a frase “você muda, tudo muda” cai muito bem aqui...
"O Brainstorm não é espontâneo. É uma técnica cujo princípio básico reside na ausência de julgamentos ou de autocríticas." Blahh.
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
É Prata!!!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Perfil I
Como já dito por muitos, “sou bem mais que um perfil de orkut, facebook e blah ”, com bem mais defeitos também que os perceptíveis em tão pequeno espaço de mim, que vão além de máscaras e ultrapassam a paciência de muitos... Sou também mais alma e coração. Há mais graça que as registradas nas fotos do meu extenso álbum. Características que me fazem hora ou outra do tipo que faz de conta só pra não ter que pensar tanto assim... E também sobremaneira feita de fé, porque sou um centro e é só quando nele que eu sou...
(Pausa)
Pensei um pouco e..... acho que não sou má não, só não me dou muito com bonzinhos. Nada contra e sem julgamentos, questão de afinidade. Talvez porque eu também seja fera, bicho... adaptando: menos anjo e mais mulher. 'Sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina.’ Sendo minha e não de quem quiser. Talvez tenha necessidade de ser não raras vezes instinto. Fazer o quê? A vida exige e eu respondo sobrevivendo. Reles provas de resistência, eu as denomino, porém às vezes é mentira...
... Porque talvez eu seja mais verdade do que feita de verdades e meio que fujo de conveniências o que, me corrijam se estiver errada, não chega a fazer de mim uma inconveniente... Acredito nisso porque não costumo invadir espaços, sei exatamente onde estou na vida de cada um e quase nunca erro quanto a isso... Quando na incerteza, peço imediatamente para sair. “Um defeito”, muitos dizem.“Auto-proteção”, eu assino.
Certa vez minha amiga-irmã-(bem) mais nova, a Thel, disse algo simples, porem grande: quem é de verdade capta bem quem é de mentira. Como captar pra mim sequer passa perto de capturar, prefiro essa gente “de mentira” livre de mim, longe daqui... Entende? Nada pessoal, mas foquemos nossa própria luz, pois certo mesmo é que cada um é um universo. APSS, de universo cor-de-rosa? Acho que não mais... Mas (!), taí o melhor de mim... e em perfil!
(Pausa)
Pensei um pouco e..... acho que não sou má não, só não me dou muito com bonzinhos. Nada contra e sem julgamentos, questão de afinidade. Talvez porque eu também seja fera, bicho... adaptando: menos anjo e mais mulher. 'Sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina.’ Sendo minha e não de quem quiser. Talvez tenha necessidade de ser não raras vezes instinto. Fazer o quê? A vida exige e eu respondo sobrevivendo. Reles provas de resistência, eu as denomino, porém às vezes é mentira...
... Porque talvez eu seja mais verdade do que feita de verdades e meio que fujo de conveniências o que, me corrijam se estiver errada, não chega a fazer de mim uma inconveniente... Acredito nisso porque não costumo invadir espaços, sei exatamente onde estou na vida de cada um e quase nunca erro quanto a isso... Quando na incerteza, peço imediatamente para sair. “Um defeito”, muitos dizem.“Auto-proteção”, eu assino.
Certa vez minha amiga-irmã-(bem) mais nova, a Thel, disse algo simples, porem grande: quem é de verdade capta bem quem é de mentira. Como captar pra mim sequer passa perto de capturar, prefiro essa gente “de mentira” livre de mim, longe daqui... Entende? Nada pessoal, mas foquemos nossa própria luz, pois certo mesmo é que cada um é um universo. APSS, de universo cor-de-rosa? Acho que não mais... Mas (!), taí o melhor de mim... e em perfil!
Pos-moderna
E quem dirá que não ha romance no verão? Sua baixa auto-estima pede por um romance, para que o alguém projetado de si mesma lhe guie. Para que passe a existir e tente se preencher. Para que ela fique um pouco que seja aceitável ao padrão de beleza global. Suspenderá a alimentação e se entupirá de bolinhas cardio-estimulantes. No vazio das coisas considerando coisas si mesma, portanto, ela emagrecerá.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Contra a corrente
E eu fico com a arte. Poesia em coração. Uma alma nunca se arranca. Os versos que vejo não viram palavras de ordem em mundo de transição. Não troco a vida crua pelo nudismo social, pelas vestes de luxo e olhos desabilitados. Inadequação habitacional. Eu fujo correndo, tropeço e me encontro na arte. Faço parte. E encontro minha parte que andava deslocada por aí.
Realizar longe dos conceitos é realização pessoal. Convenciono que os versos ficam. Verso as palavras de ordem, normais, medianas, ditadas pelo formalismo midiatico-social.
Mesmo assim ouço, e ainda vejo, mas continuo me encontrando na arte, fazendo pela minha melhor parte, a contra- corrente do grito, meu grito de guerra pelos finais menos felizes, mas confinadamente reais. Não ouvem. Paralisia cérebro ficção representacional. Quão fácil é se tornar banal tendendo ao vácuo. Se ainda transbordassem, cansassem. Novidades travam uma luta desigual. Já não ando enxergando muito bem, mas ainda só o que vejo é arte. E o difícil continua ser fazer parte.
Realizar longe dos conceitos é realização pessoal. Convenciono que os versos ficam. Verso as palavras de ordem, normais, medianas, ditadas pelo formalismo midiatico-social.
Mesmo assim ouço, e ainda vejo, mas continuo me encontrando na arte, fazendo pela minha melhor parte, a contra- corrente do grito, meu grito de guerra pelos finais menos felizes, mas confinadamente reais. Não ouvem. Paralisia cérebro ficção representacional. Quão fácil é se tornar banal tendendo ao vácuo. Se ainda transbordassem, cansassem. Novidades travam uma luta desigual. Já não ando enxergando muito bem, mas ainda só o que vejo é arte. E o difícil continua ser fazer parte.
Palavra do dia
Nem tudo pode esperar. Se eu perder as palavras do dia amanha já serão outras.
Mas se as palavras passam será que tudo também não passa? Às vezes prefiro esperar. As novas certamente virão. Esperando entretanto não se tem registros.. e como deixar passar momentos de palavras tão especiais? Tão substanciais. Elas fluem hoje como fluirão amanhã. Bons ou maus, acontecimentos não geram palavras vãs. É porque tem peso. E se tem peso valem uma pena. Com peso ou com pena, porque não dizê-las?
Mas se as palavras passam será que tudo também não passa? Às vezes prefiro esperar. As novas certamente virão. Esperando entretanto não se tem registros.. e como deixar passar momentos de palavras tão especiais? Tão substanciais. Elas fluem hoje como fluirão amanhã. Bons ou maus, acontecimentos não geram palavras vãs. É porque tem peso. E se tem peso valem uma pena. Com peso ou com pena, porque não dizê-las?
Num caderno sem linhas
Na minha vida desalinhada sigo agora fazendo teste vocacional no auge dessa minha grande idade. Relógio sempre atrasado esse meu. Desincronizado a minha mente, que me leva, sem tempo, longe dos espaços socialmente criados. Dessocial, atípica e informal. Aonde isso tudo vai me levar? Uma coisa, entretanto, nisso tudo é boa. Minhas paginas, libertas de paradigmas, estão sempre em branco. Potencialmente brancas. Potencialmente elevadas.
Por ora me levam à felicidade, quando pensamentos, coisas e emoções saem se fazendo letras. Por hora fuga e libertação. Sigo livre pelos campos brancos de uma pagina ou campos áureos de uma pagina em branco. Na duvida corro por aqui e ali. Passeios verdes. Faço turismo, ecoturismo!, já que os campos aqui são coloridos. Minha mais recente novidade porque até então me achava tão preto no branco.
Por ora me levam à felicidade, quando pensamentos, coisas e emoções saem se fazendo letras. Por hora fuga e libertação. Sigo livre pelos campos brancos de uma pagina ou campos áureos de uma pagina em branco. Na duvida corro por aqui e ali. Passeios verdes. Faço turismo, ecoturismo!, já que os campos aqui são coloridos. Minha mais recente novidade porque até então me achava tão preto no branco.
Ele me ama que eu sei.
Sintonize-se comigo. Posso ser sua voz e sua melhor expressão. Uma vez aqui, dificilmente se irá. E ele se foi! Às duas semanas do primeiro tempo. Ao que meu amor próprio respondeu me convencendo: não, ele volta. Obviamente eu mesma criei isso, com meu jeito inerente de assustar grandes amores, assim só por ingratidão.
Dias em branco.
E sequências de diálogos de um só coração com uma mente fundamentalmente perspicaz.
Como era racional aquele mocinho.... (continua)
Dias em branco.
E sequências de diálogos de um só coração com uma mente fundamentalmente perspicaz.
Como era racional aquele mocinho.... (continua)
Avante (e me avance)
E cada palavra dos meus minutos tem virado texto. Cada frase um pique pega de conexões com as mais escondidas partes do meu eu. Acho engraçado falar em meu eu. Seguido de meus diversos eus. Se ao menos dominasse um que fosse. Não haveria tantas histórias em vão. Pior ainda é perceber que são as mesmas histórias que compõem minha pasta nos meus documentos nomeada por “dias”. Que já segue sem rumo e para muitos tão bestializados. Sem prumo. Sem rédeas e a margem do chão.
Vida alta então? Não arriscaria falar bem dela. Vida minha. A margem do chão apenas porque nos limites da minha própria mente, sem muito o peso do corpo. E não minto, disfarçando para me adequar ao normal e socialmente aceito, que ela traça sua trajetória meio que longe do que meus olhos materiais enxergam daqui. Escrevo sobre mim. Um mim que deve ter um monte de mins, desconhecidos mins, que pairam mesmo sem parâmetros na normalidade.
Acho mais engraçado ainda quando tentam me analisar. Como eu queria ter o dom de deixar inserir tais opiniões alheias ao meu ser e fazer delas parte das respostas ao meu existencialismo questionador. Mas nem tenho crises existenciais. Não sobra espaço em meu característico e sempre mencionado instinto de sobrevivência. Sem tempo para análises nem da minha, muito menos da vida dos outros. Como poderia, então, baixar a guarda do meu corriqueiro estrategismo existencial de vida para deixar conceitos alheios invadirem o espaco publico do meu infinito particular? O EP do meu IP?
Mocinho, isso aqui (eu) existe deesde...bom, desde muito tempo. E o EP do meu IP me protege desde sempre. Da mesma forma que uma criança entende tão bem, ao se guiar pelas primarias sensações de bem ou não querer, tais como cachorros que sentem quem pode ou não lhes fazer mal, mantenho-me em alerta justamente a pessoas nocivas como você.
... Mas, entretanto, todavia... seria mesmo bem legalzinho se você se aventurasse... E afirmasse que sabe o que faz e que vem em missão. Que faz parte não sabe como e nem desde quando desse atrapalhado eu, desabilitado e inadequado sem voce. Que entrará não importa como, me declamando um Camoes pra la de inspirado, que sua vida não pode se passar longe dali. Meu, seu, local sagrado de amor. Quem há de ser forte o bastante para não se render ao santo local de origem, considerando origem o silencio, cessação de pensamentos, o zero da minha escala de complicação? As melhores sensacoes sao sempre simples, posto que sensacoes. Amor puro e seguro de estar longe de todas as outras coisas de dias sem sentido. Me invada. Sem duvida e medo do que vai encontrar, que eu digo que me rendo. Mocinho, ainda cheia de mim, protegida e atrevida, vou sempre afirmar que nem continuo esperando por você. Mas chegue. Quero barulho, embora saiba que você dentro de mim é silencio.
...E se não valer de nada, ou melhor, se não quiser se valer de momentos por aqui, junto a mim, terá ainda assim valido meus melhores cliches. Vivo por eles ainda mais quando morro por você.
Vida alta então? Não arriscaria falar bem dela. Vida minha. A margem do chão apenas porque nos limites da minha própria mente, sem muito o peso do corpo. E não minto, disfarçando para me adequar ao normal e socialmente aceito, que ela traça sua trajetória meio que longe do que meus olhos materiais enxergam daqui. Escrevo sobre mim. Um mim que deve ter um monte de mins, desconhecidos mins, que pairam mesmo sem parâmetros na normalidade.
Acho mais engraçado ainda quando tentam me analisar. Como eu queria ter o dom de deixar inserir tais opiniões alheias ao meu ser e fazer delas parte das respostas ao meu existencialismo questionador. Mas nem tenho crises existenciais. Não sobra espaço em meu característico e sempre mencionado instinto de sobrevivência. Sem tempo para análises nem da minha, muito menos da vida dos outros. Como poderia, então, baixar a guarda do meu corriqueiro estrategismo existencial de vida para deixar conceitos alheios invadirem o espaco publico do meu infinito particular? O EP do meu IP?
Mocinho, isso aqui (eu) existe deesde...bom, desde muito tempo. E o EP do meu IP me protege desde sempre. Da mesma forma que uma criança entende tão bem, ao se guiar pelas primarias sensações de bem ou não querer, tais como cachorros que sentem quem pode ou não lhes fazer mal, mantenho-me em alerta justamente a pessoas nocivas como você.
... Mas, entretanto, todavia... seria mesmo bem legalzinho se você se aventurasse... E afirmasse que sabe o que faz e que vem em missão. Que faz parte não sabe como e nem desde quando desse atrapalhado eu, desabilitado e inadequado sem voce. Que entrará não importa como, me declamando um Camoes pra la de inspirado, que sua vida não pode se passar longe dali. Meu, seu, local sagrado de amor. Quem há de ser forte o bastante para não se render ao santo local de origem, considerando origem o silencio, cessação de pensamentos, o zero da minha escala de complicação? As melhores sensacoes sao sempre simples, posto que sensacoes. Amor puro e seguro de estar longe de todas as outras coisas de dias sem sentido. Me invada. Sem duvida e medo do que vai encontrar, que eu digo que me rendo. Mocinho, ainda cheia de mim, protegida e atrevida, vou sempre afirmar que nem continuo esperando por você. Mas chegue. Quero barulho, embora saiba que você dentro de mim é silencio.
...E se não valer de nada, ou melhor, se não quiser se valer de momentos por aqui, junto a mim, terá ainda assim valido meus melhores cliches. Vivo por eles ainda mais quando morro por você.
(em oração)
Certa vez me questionei se a oração não era tão somente amor. Porque ao sentir amor a minha oração veio limpa, de gratidão. E o pedido para nos proteger e nos guiar, para que sejamos felizes surgiu naturalmente, seguida da vontade de constantemente poder agradecer assim. Não sei, mas desconfio que tenha surgido naquele momento uma atmosfera de fluxo intenso de bem querer e, portanto, boas projeções para o futuro. Decidi e uma vez decidido realmente vi que amar era minha oração. Vem cá, gatinhazinha peluda, vai embora não! O verbo amar finalmente fazendo transição... Tsc. Se foi. E decidi tambem que racionalizar o amor e as tais boas energias faz estragar tudo.
Amor e o Platao - Generos masculinos.
Eu sei o quão cruel pode ser um amor platônico. Definitivamente sei. E isso no auge dessa minha idade imeensa, depois de tantos anos, novamente conhecedora do assunto. Decapitante. Há coisa pior do que ter a mesmo que ilusória certeza de que sua felicidade está encarnada em alguém? Que ela, a pueril felicidade, se manifesta em apenas uns poucos momentos ao lado dessa pessoa, pueril, mas intensa e certeira? Não podendo, entretanto, ser vivida, sentida, devorada, pelo teimoso fato da pessoa insistir em não querer nem educadamente se fazer materializada em sua frente? É mesmo cruel. Sobretudo cruel porque sabemos no fundo que bastasse uns poucos momentos de realidade a dois, de vida a dois, para que a paixão, com todos seus coraçõezinhos flutuantes, estabacasse no chão ao perceber que o ser amado não é nem de longe a última Brahminha do freezer. E que mesmo se ele fosse, eu particularmente prefiro Skol. Mas tem gente que insiste em virar mito! Deixemos de lado, então, a sociabilidade da cerveja e evoquemos Bacco... façamos uma noite que seja. Mas... ele não me convida e portanto eu não posso aceitar. Abaixo o amor platônico! Valei-me de sua presença, humano real! Uma noite seria suficiente pra me desencantar! ... e o pior eh que parece que ele sabe disso....
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Copa 2010. Mais um dia de jogo.
Juro que não ia dizer nada ate vê-la em amarelo ovo rajado de verde, tudo compondo um... blazer! Deus, sou certamente uma ser humano pior agora, afinal a trajante não é uma pessoa de todo mal, muitíssimo pelo contrario. Mas.... pra que tanto, céus?? O lap aqui na minha frente e minha pagina ainda pouco rabiscada.... não resisti e não pude deixar de dizer que acho tudo, tudo, absolutamente uma breguice imensa. Em meio a uma repartição inteira de uma verdidão que não me amadurece os olhos, nesse carnaval bicolor, o blazer definitivamente se destacou. O extremo do mau gosto. Brasileiros, porque não se limitar a bandeirinhas esvoaçantes, em zigue zague, ou em forma de “ola” que seja. Mas não... todo mundo resolveu vestir verde. Resolveu cornetar o ouvido uns dos outros e mais ainda os meus.
Não tinha lembrado que por aqui tudo vira circo. Meu defeito e, noutros casos, refinada qualidade é a memória seletiva. Mas devia ter me preparado, voltado meus olhos para a mídia um minuto que fosse dos últimos dias para que pudesse interpretar o que realmente significaria a chegada da Copa. No entanto nao me preparei e agora parece que estou noutro mundo quando escuto de uma senhora respeitável e colega funcionaria que passa pelo corredor, num agudo indomável, que “esta quase na hora”. Hora de que?? Não é minha hora, meu relógio não anda e sequer se sintonizará com esses jogos do Brasil. Na verdade, quisera eu ele pudesse ser parado ou adiantado em FF. Passar o dia em tecla FF, isenta de qualquer sonoridade. Justa utopia seguida da real contagem regressiva para as cornetadas verde amarelas. Pergunta alias que não me deixa, que absorve meus sentidos nesse exato instante. Por que taantas cornetas e apitos? O que muda com essa barulheira toda alem do meu humor? Nunca vi rito tão difuso. Cada vez mais acho que todos os espetáculos atuais são circenses.Agitação em toda parte. O transito caótico nos instantes que antecedem o jogo. Pessoas sorrindo, gritando, com chapéus de bobo da corte verde amarelos e... o pior adereço... o rai do apito na boca. Será que o mencionado chapeuzinho por si só já não explica tudo? (e nao é suficiente?)
O porque da minha revolta sobre tamanha superexploração do tema é justamente esse, o fato de me sentir uma boba (da corte!) ao pensar em me envolver tanto com esse instante de alienação, onde tudo está bem..e quando nem o emprego parece ser tão ruim assim, afinal o patrão liberou para o jogo. Superexploração que me desgasta.. Chego ate a sentir saudade do carnaval, discreto carnaval.
Ainda assustada e focada no blazer amarelo eu ouço:
- Nossa, ela não gosta de futebol.
- Gosto. Nao, gosto sim.. Eu ate jogava quando era mais nova! Defendo-me respondendo com simpatia inerente e evidentemente forcada. - Acho apenas assim... que não precisa de tanta.... fuzarca!
- Ela não é patriota.
Grrr. Aí não! Enfureço-me de uma fúria que se manifesta ainda em um sorriso:
- Patri-o-t-a???? (Agora foram ao limite da alienação. Chamam o fato de torcer para um time imbecil e sem o Adriano de uma ação patriótica? Façam-me o favor.)
- É porque o plantão de fiscalizacao dela caiu nos dias dos jogos, gente.
Silencio.
Costumeiro sorriso sem entretanto o privilegio dos meus dentes.
Seguido de mais silencio.
Necessário entregar o mérito do acerto. Bingo.
E no máximo eu digo “bingo” (!), porque simplesmente me RECUSO a me valer em qualquer nível de expressões futebolísticas. Nunca, mas nunca mesmo, compactuaria com a moda Copa 2010 das ruas inundadas de gente do provinciano espaço público da minha cidade, “a praça pública” daqui, o Alto dos Passos. .... onde terei que estar no dia do jogo, trabalhando e sem sequer poder sociabilizar com umazinha cerveja. Nunca. Nunca afirmaria em grito confesso: “no filó!!”
... Porque se ainda nossas cores fossem de uma combinação mais harmônica.... um fundo marrom com losango branco e bola bege, sei lá... Ando gostando de coisas brancas e beges ultimamente. As estrelinhas poderiam ser douradas.
Não tinha lembrado que por aqui tudo vira circo. Meu defeito e, noutros casos, refinada qualidade é a memória seletiva. Mas devia ter me preparado, voltado meus olhos para a mídia um minuto que fosse dos últimos dias para que pudesse interpretar o que realmente significaria a chegada da Copa. No entanto nao me preparei e agora parece que estou noutro mundo quando escuto de uma senhora respeitável e colega funcionaria que passa pelo corredor, num agudo indomável, que “esta quase na hora”. Hora de que?? Não é minha hora, meu relógio não anda e sequer se sintonizará com esses jogos do Brasil. Na verdade, quisera eu ele pudesse ser parado ou adiantado em FF. Passar o dia em tecla FF, isenta de qualquer sonoridade. Justa utopia seguida da real contagem regressiva para as cornetadas verde amarelas. Pergunta alias que não me deixa, que absorve meus sentidos nesse exato instante. Por que taantas cornetas e apitos? O que muda com essa barulheira toda alem do meu humor? Nunca vi rito tão difuso. Cada vez mais acho que todos os espetáculos atuais são circenses.Agitação em toda parte. O transito caótico nos instantes que antecedem o jogo. Pessoas sorrindo, gritando, com chapéus de bobo da corte verde amarelos e... o pior adereço... o rai do apito na boca. Será que o mencionado chapeuzinho por si só já não explica tudo? (e nao é suficiente?)
O porque da minha revolta sobre tamanha superexploração do tema é justamente esse, o fato de me sentir uma boba (da corte!) ao pensar em me envolver tanto com esse instante de alienação, onde tudo está bem..e quando nem o emprego parece ser tão ruim assim, afinal o patrão liberou para o jogo. Superexploração que me desgasta.. Chego ate a sentir saudade do carnaval, discreto carnaval.
Ainda assustada e focada no blazer amarelo eu ouço:
- Nossa, ela não gosta de futebol.
- Gosto. Nao, gosto sim.. Eu ate jogava quando era mais nova! Defendo-me respondendo com simpatia inerente e evidentemente forcada. - Acho apenas assim... que não precisa de tanta.... fuzarca!
- Ela não é patriota.
Grrr. Aí não! Enfureço-me de uma fúria que se manifesta ainda em um sorriso:
- Patri-o-t-a???? (Agora foram ao limite da alienação. Chamam o fato de torcer para um time imbecil e sem o Adriano de uma ação patriótica? Façam-me o favor.)
- É porque o plantão de fiscalizacao dela caiu nos dias dos jogos, gente.
Silencio.
Costumeiro sorriso sem entretanto o privilegio dos meus dentes.
Seguido de mais silencio.
Necessário entregar o mérito do acerto. Bingo.
E no máximo eu digo “bingo” (!), porque simplesmente me RECUSO a me valer em qualquer nível de expressões futebolísticas. Nunca, mas nunca mesmo, compactuaria com a moda Copa 2010 das ruas inundadas de gente do provinciano espaço público da minha cidade, “a praça pública” daqui, o Alto dos Passos. .... onde terei que estar no dia do jogo, trabalhando e sem sequer poder sociabilizar com umazinha cerveja. Nunca. Nunca afirmaria em grito confesso: “no filó!!”
... Porque se ainda nossas cores fossem de uma combinação mais harmônica.... um fundo marrom com losango branco e bola bege, sei lá... Ando gostando de coisas brancas e beges ultimamente. As estrelinhas poderiam ser douradas.
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