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domingo, 6 de março de 2011

Pensamento em rede

Victor Bitarello: Trabalhar na Vara da Infância e Juventude é tão gratificante quanto duro. Mas eu ainda prefiro ficar mal a me acostumar com as injustiças do mundo.

Ana Paula Schuchter: .....e trabalhando lá fica ainda mais difícil se acostumar... parece que ao mesmo tempo que se tornam cotidianos os fatos, soa cada vez pior os sons, repetitivo, agressivo. Nao é possivel que a muitos isso nao incomoda. (.......) Pior que é.1 mar

Renata Mauler: Amigo, acho que as experiências que passamos por lá nos farão ser mais sensíveis do que insensíveis, isso se formos humanos.1 mar

Victor Bitarello: realmente a impressão é d uma piora mesmo, como se cada vez o q vemos d ruim lá parecesse mais grave, mais difícil... Mas realmente parece q ao mesmo tempo q ficamos mais sensíveis, ficamos mais capazes d dar nosso melhor neh1 mar

Ana Paula Schuchter: É, isso! Eu concordo, amigos! Parece que o impacto do novo nao mais prejudica as nossas possiveis ações, justamente por não ser novidade aquela realidade de la. E por entende-la, racionalizar o mal estar sentido com determinadas situacoes, cada vez mais tendemos a colocar aquela realidade em seu devido lugar de barbarie. Sem tantas revoltas em vao mais, esse contato parece nos levar `a conscientizacao serena de estar tudo fora do lugar, o que nos insere nesta responsabilidade como agentes ativos (e terminantemente endividados)......2 mar

Victor Bitarello: Nossa! Arrasou na opinião!!! concordo em gênero, número e grau!00:02

Renata Mauler: Idem!! 3 mar

Ana Paula Schuchter: =) Um beijo, amigos! 4 mar

Renata Mauler: Beijão!! =) 4 mar

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Observem esses olhares. Não saíram vencedores. Os quatro, com um só brilho. Seco e triste. Derrotados. Insistindo em buscar vida longe dali. Sabemos que só há visão quando há luz. Sugestivo que algumas pessoas não se enxerguem, mas essa é outra historia. Enfim... continuaram buscando esperança e um futuro feliz. Também longe dali. Mas não se apagaram. Vejam e, Deus, não tomem como exemplo. Não apreciem esses quatro olhos caídos. Eles marcaram um tempo e não encontram forças para findar uma historia. Mas eu particularmente não os culpo. Particularmente acho que ainda encontrarão luz nela. E, conforme dito, enquanto encontrarem, haverá visão. Que ainda seja nos quatro. Eu não duvido.

Realize. Todo resto é parasitismo.

E no meio da tarde, frente a um turbilhão de sensações e poucos acontecimentos, pensamento seguiu rumos labirintais, ou seria labiriteiros, mais parecido com labirintite, evasivo, vertiginoso. Vontade de tudo, iniciativa para nada. Decidiu ir comer.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bom mesmo é acordar no domingo. Bom pra saúde e pra mim. Acordar com silencio ensolarado de domingo. É silenciar a mente e lá fora. Porque num e noutro o único som é dos pássaros solistas. E de um ou outro apenas carro na rua. Insistente sensação de paz e renovação. Talvez porque seja casa da avó. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E cada vez que eu tentava materializar os derradeiros passos, pensava: Não é que eu não saiba conviver com as pessoas e não aceite as diferenças. Eu acho.


... E em um momento de olhar esbugalhado largo também os achismos e passo a sentir, enquanto aperto os olhos de convicção, que deve haver pessoas mais parecidas comigo em algum lugar. Certa e obviamente.

Ao que um pensamento me foge saltando um muro para encontrar uma imagem, no interior de um hospício, de um monte de pessoas mais parecidas comigo. Credo, dissolvida a imagem. Projeto logo outra, me imaginando em uma comunidade alternativa. Todos claros e em paz. Lindos, mas não tão parecidos comigo. Visualizo-me então em um grupo de filmagem da faculdade, com diretores barbudos e cinegrafistas tatuados. Ainda lá não me encontro e me desespero voltando os olhos para o espelho. Onde eu estaria então? E pior ainda, onde estariam meus supostos semelhantes? Em um movimento inerente e pessoal me jogo na cama, negando uma possível crise existencial.

Não importa. Não importa onde. Importa é que deve haver. Porque é questão de física, ou química se for para dar um tom mais sensual. Questão de essência, que seja. Afinidade de pensamento. Não dá pra se unir a algo tão diferente. E ensaio um término.

- Desculpe, é que nossas almas tem arestas diferentes demais e o corpo não tem se encaixado, compreende?

- Certo. Vou ilustrar então. Lego, lembra-se? A melhor das diversões na década de....

- Sim, sim! Prazer em achar as formas mais acordadas com o tipo de interesse que norteia sua mente!

- Hm. Decerto compliquei. Mas simplifico, entenda que eu agora quero mais é voltar a brincar de lego.

- Loucura? Deve,deve ser....

- É, do nada. Acordei assim.

Poderia brindar às 8h da manha, sorrindo com um cigarro entre os dedos. Sorrir sutilmente e sem sons enquanto completo o diálogo com um pensamento censurado (só para você).

... é que acordei querendo que alguém me encoste e se sintonize comigo dos pés a cabeça. Isto em um formato pra lá de lúdico. Mais perto do amor. É que hoje eu decidi me abrir, por mim mesma me deixar invadir. Talvez tenha acordado disposta a riscos e a alguns arranhões.