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sábado, 25 de setembro de 2010

Revendo Capitu, das mais perfeitas minisseries... e o melhor dos processos de imersao!

"A vida eh uma opera" e Machado...

"Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto alguma exageração; mas é bom ser enfático, uma ou outra vez, para compensar este escrúpulo de exatidão que me aflige. Entretanto, se eu me ativer só à lembrança da sensação, não fico longe da verdade; aos quinze anos, tudo é infinito."

Capítulo L

"A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outrossim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."

Capítulo LVI
 
;)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Finalizo e fim.

E o engraçado é que não consigo classificá-lo como grande amor perdido. Perco um amigo. Mas a dor é de amor. Perco os dias, as risadas e a raiva. Perco momentos de companheirismo.

Me sinto insegura como se estivesse sendo enviada a uma nova expedição. Nada menos que à lua. Ou nem tanto.

Perco um ente. E passo a temer que a vida nos forneça apenas uns poucos destes. Que não o tenha visto em seu inteiro valor. Mas sao mesmo sempre assim os enterros familiares.

Perco-o como meus dias, minhas ligações. Perco suas visitas vindas por nada. Perco meu refugio nos momentos de não pertença.

E vanglorie-se porque eu não me acho nesse momento aqui sozinha sem voce. É quando insisto no tempo como solução. Mesmo quando só o que consigo é recontar o seu tempo de entrega a mim.

Perco taanto. E a dor é do tamanho do tanto que perco.

Digo a mim mesma que a dor é apenas imensa no agora. E que amanha já não será mais. É no que passo a acreditar e pelo que espero. Porque odiaria ter feito a escolha errada.

Sinto por perder os seus olhos. Os mais bonitos em sua verdidão, ou verdidura, certamente que já olharam por mim. Enquanto o meu, o esquerdo, me questiona onde estou com a cabeça.

Talvez na expedição. Insegura decerto. Mas não é pouco alcançar a lua. Agora ao longe só o que percebo é caminho, mas uma vez lá todo o trajeto se justifica.

Perco a tranquilidade e a calma. Mas só por ora.

Bom, não me encha porque ainda por ora é no que resolvi acreditar.

E repito o não para dizer que não estou indo embora porque me mostrou alianças. E nem pela parede. Nem também pelo muro. Tão encurralada como indecisa.

Vou porque vou.

Assim, simplesmente.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não adianta me compelir ao jogo. Não adianta que não jogo com ninguém.

E não queira concorrer com minha vida. Ela é meu foco. O meu maior desafio.

Não queira que sobre tempo. Porque ele não me resta. E nunca me basta.

Lamento que diga sem querer que entendam. E que seu olhar não seja concórdia.

Que seu vazio seja preenchido com qualquer coisa que não amor.

Algo de mim: detesto usar de artimanhas para me defender. Simplesmente passo a não gostar. Sem também desgostar.

Então saiba que o que digo é pouco. Talvez por medo das palavras, as que chegam a ser ditas, obviamente. Talvez por conhecê-las e já tê-las tantas vezes sentido como ferro quente em mim.

E talvez por isso também hoje nem mais as ouça. Não a qualquer delas, sem que venham certeiras, de emissor devida e efemeramente credenciado.

Perceba, não vale a pena tentar. Conforme dito, não me resta tempo para nada além de mim. E me refiro a todas as letras, cores e sons que compoem os meus melhores (ou piores!) dias.