Páginas

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Hoje mais café que chocolate. Amor e entrega. Tantos bichinhos quanto possível. Mais romance que dias de solidão. Saudosa solidão. Mais livros que qualquer outra coisa.


Menos tempo para os amigos do que eu gostaria. Acho que um pouquinho mais de fé.


... Mas sem delongas, porque amanha tudo sempre muda. Graças a Deus.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

... Quem não deve explicações à sociedade nunca deve nada a ninguém. Nem quando na felicidade, nem nos momentos de dor. Porque o peso do sofrimento é social. Algo mais ou menos como não querer que a sociedade nos veja em uma vida onde o casamento e a saúde não são sempre suficientes. Não perceber que a realidade da vida segue rumo contrário aos padrões sugeridos (e pela maioria das pessoas aceitos) de novelas Maneco. Mas mencionar Manoel Carlos também já virou lugar comum. Estar alheio a imposições da sociedade no sentido de viver erguido e com dignidade, tendo a consciência de que sua única obrigação por aqui é com a seqüência que você dá ao seu próprio caminho. Porque uma vez nele é dispensável a imensa força que a maioria faz para encontrar ilusórias felicidades. Suspendidas serão as buscas. E longe de uma janela do google estará ela, um salve à paz interior!


....pior é saber que para tantos o que aqui digo foge inteiramente ao entendimento.

sábado, 28 de agosto de 2010

E passo a agradecer ao caminhão carregado de areia que, transitando lentamente, obstrui a estrada na minha frente, quando antes, ainda há menos de um minuto, eu provavelmente o xingava em meio a pensamentos tumultuados. O caminhão me deu o que eu mais precisava nesse momento! Ele me deu tempo! E me senti uma tola por me incomodar com os obstáculos do caminho, quando eles são senão artimanhas das quais o tempo se vale para nos fazer perceber certas coisas. E naquele momento eu percebi nada além da estrada manchada com as sombras das folhas das arvores, que se projetavam, abaixo do sol e a minha frente. E a beleza da mesmo que tão simples fotografia me faz meditar. Rua pela qual passo cerca de cinco a seis vezes por dia, situada dentro da minha cidade e, portanto, do meu cotidiano. Porque a mania de valorizar o cotidiano de outros lugares e as belezas externas? E respondi minha própria pergunta prontamente: porque achamos incrível ver algo pela primeira vez. Mas hoje, em minha própria rotina, eu consegui ver esse tal algo pela primeira vez e foi do mesmo jeito fantástico! Nem parecia o que sempre foi! Mas porque será que não faço isso mais vezes? E mais uma vez tirei 10. Porque obviamente estou sempre sem tempo e sem a empatia necessária. Nada mais. Empatia.... então a informação para significar quando realizada uma comunicação precisa de..... e de diálogo e resiliência e retroação.... oooooo gente! Esse caminhão espirrando areia na minha frente e minha prova já acontecendo. Pronto, agora o ônibus. Que ele ta fazendo parado ali? Meu Deus.